A tragédia da Base das Lajes

O ano de 2015, para os Açores, não começou de feição. A confirmação da diminuição do efetivo na Base das Lajes vem colocar uma pressão acrescida sobre o Governo Regional, que terá de encontrar uma alternativa para mitigar o fortíssimo impacto que esta decisão terá na ilha Terceira e nos Açores. A população da ilha Terceira é de 56062 pessoas e a população ativa é de 24286 pessoas (Censos de 2011). Na hipótese de 500 pessoas ficarem no desemprego, e se analisarmos este universo junto da população ativa, estaremos perante um aumento de 2% do desemprego na ilha Terceira e de num impacto direto de 8,2% (contabilizando o agregado familiar). Se contabilizarmos este impacto junto da população empregada na ilha Terceira (23173 pessoas), estaremos a falar de um universo de 8,9%. Não vou falar da justeza da decisão dos Estados Unidos. Importa, nesta fase, perceber duas coisas importantes: por um lado, o que podemos fazer para amenizar os efeitos desta decisão junto da população da ilha Terceira quer na vertente económica, quer social; por outro lado, importa colocar em debate que alternativas restam a Portugal e aos Açores perante a perda de importância da Base das Lajes para os Estados Unidos. Em relação à primeira questão, as respostas não são lineares, muito menos simples, e não aparecem seguramente em meia dúzia de semanas. É necessário tempo para alicerçar um plano estratégico minimamente credível e consequente; é necessário tempo para perceber e contextualizar os reais impactos da diminuição do efetivo militar da Base das Lajes e dos funcionários portugueses; é necessário um plano no exato sentido do termo, e não medidas avulsas que são anunciadas e concretizadas em função das circunstâncias ou da pressão deste ou daquele setor. Ler o artigo completo no Jornal Açoriano Oriental

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