A loucura de uns e de outros
É preciso ser muito competente para compreender a loucura. Precisamos ainda de uma dose superior de competência para escrever sobre a loucura, nomeadamente a loucura alheia, tentando compreendê-la, justifica-la e, sobretudo, fazer um esforço para alinhar a nossa voz à esperança de que a loucura é ato de exceção e que em momento algum ela deve orientar a normalização social. Por isso, não sei sinceramente o que pensar ainda sobre o horroroso atentado contra o Charlie Hebdo? É um ato de loucura de um grupo de jovens extremistas, alguns deles nascidos e criados no país da liberdade, igualdade e da fraternidade?É um ato racional e que resulta de falhas graves no processo integração de descendentes de imigrantes, nomeadamente, de muçulmanos? As respostas não são fáceis e nem lineares. De uma coisa tenho a certeza: qualquer resposta tem de ser dada com muito senso e com a mais firme convicção que a liberdade, o respeito pela diferença e a vida humana devem ser valores absolutos e não dependentes nem do espaço, geografia ou cultura.
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Artigo publicado no dia 13 de Janeiro de 2015


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