If you can't fly then run, if you can't run then walk, if you can't walk then crawl, but whatever you do you have to keep moving forward.” Martin Luther King
domingo, 12 de maio de 2013
As caras anónimas
Gosto de ver caras, de olhar para as pessoas anónimas que os nossos olhos inadvertidamente ( ou não) roubam aos outros olhos nas ruas. São olhos, expressões e caras que, por imposição da percurso natural da vida, não mais iremos ver.
Fruto do cruzamento cultural, as ruas, as esquinas ou mesmo as entradas para o metro ( como é o caso desta fotografia) de Istambul, são particularmente interessantes para este exercício do olhar. Umas trajadas com a burca completa, homens que devoram, apenas com os olhares as mulheres,homens que andam de mãos dadas com outros homens ( sem serem gays), jovens que vão balançando o andar com aquelas conversas típicas de amigas ( pelas gargalhadas fico a pensar que estariam a falar da noite anterior), senhoras muito bem vestidas, dignas para um irem a concerto de musica clássica, jovens que fugindo calmamente ao aparentemente caos do transito, vão falando nos seus smart phones ( maioria iphones).
Esses olhares emprestados reforçam a minha convicção de que somos, na substância, todos iguais. Choramos e rimos pelas mesmas coisas, os nossos corações batem mais forte quando estamos perante aquela pessoa, temos medo do aparentemente estranho; que deixamos-nos amarrar com do receio do talvez; nas ruas percebemos que as pessoas, independente de onde e como são, sentem saudades.
Os olhares, mesmo que roubados e de forma anónima, ensinam-nos muita coisa; coisas básicas, do senso comum mas essenciais para a nossa curta passagem por aqui.
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