O Governo XL de JMN


Estamos a viver uma época terrivelmente complexa mas, simultaneamente, estimulante, no sentido de que globalmente teremos de encontrar novos equilíbrios ambientais, sociais, económicos e financeiros. O mundo está ainda a braços com uma crise financeira cujas consequências são visíveis, com maior ou menor intensidade, em todos os países mas ninguém consegue prever com rigor a sua evolução. É neste contexto que estamos inseridos e a situação de Cabo Verde, face à sua grande dependência externa, ganha ainda maior complexidade e exige esforço, um elevado sentido estratégico e um inquestionável compromisso para com o desenvolvimento das nossas ilhas e das suas gentes. José Maria Neves deve saber, melhor do que ninguém, as razões que ditaram a constituição de um governo com 17 ministérios e 3 secretarias. Porque se trata de um país muito pequeno e com recursos limitados, estava convencido de que seria possível uma estrutura governamental mais pequena e potencialmente mais eficaz na tomada de decisão e na execução de políticas. A tendência dos países mais desenvolvidos é esta e a actual constituição do nosso Cabo Verde representa, nesta matéria, um contra-ciclo. No que se refere às pastas, pessoalmente, eu preferia a educação, ensino superior e inovação num mesmo ministério, face à dependência extrema que cada uma destas áreas assume, mas fiquei satisfeito com a entrada de Correia e Silva para o executivo, que tendo em conta o seu percurso, acredito reunir todas as condições para imprimir um outro impulso num dos sectores determinantes no processo de desenvolvimento do nosso país.
Publicado no Jornal " A Nação" no dia 07 de Abril de 2011

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