O passivo do Obama

Irei deixar a minha visão sobre as últimas eleições autárquicas na Região que nos trouxe resultados muitos interessantes para serem analisados. Hoje, falarei da recente atribuição ao Barack Obama do Nobel da Paz que constitui igualmente uma surpresa para muitos, despertando sentimentos antagónicos em muitas partes deste nosso mundo. Muitos dos que criticam a atribuição do Prémio Nobel ao Presidente dos Estados Unidos, fazem-no com base em razões exclusivamente políticas e passam ao lado do potencial e da nova abordagem que Barack Obama trouxe ao mundo.
Entendo a distinção dessa natureza sob duas perspectivas: a primeira pelo percurso de um indivíduo em que é analisado resultados concretos das suas acções; a segunda alicerça-se sobre o potencial do galardoado em que é necessário incentivar para que a mudança seja suportada no futuro por factos e acções concretas. Fiquei absolutamente empolgado com a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama e estou convencido que ele saberá aproveitar essa distinção para elevar ainda com mais força essa nova esperança.
Os críticos murmuram que ele ainda não fez nada a não ser promessas, isto apesar do recorde de votos favorável que a nomeação de Barack Obama teve (205).
Nos poucos meses da sua presidência, Barack Obama está a devolver à ONU o seu papel central ao contrário da marginalização que a anterior administração a remeteu. A política é feita de princípios e estamos a viver, graças a nova visão de Barack Obama, uma época estimulante apesar dos problemas terríveis que temos pela frente: a pobreza, as alterações climáticas, a ploriferação de armas nucleares, etc. Ninguém é ingénuo ao ponto de pensar que Obama sozinho mudará o mundo. Claro que não. No entanto, estou seguro que com o espírito de cooperação, do diálogo e do exercício permanente da diplomacia internacional, o mundo em que hoje vivemos tem fortes hipóteses de conseguir resolver com sucesso alguns desses problemas. Ele sozinho não resolve, mas pode estimular. O Prémio Nobel quis justamente transmitir isso, e não tenho dúvidas também, que Barack Obama ficou com uma divida perante o mundo. Estou certo que ele saberá transformar essa divida em lucro para o bem de todos nós

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cabo Verde, um percurso de esperança

Slow Ferry e o enguiço do Estado

Fine coliving in the Azores