Os transportes nos Açores....é melhor falar com o Bambo

Todos nós estamos de acordo que a questão dos transportes aéreos e marítimos assume uma importância vital no processo de desenvolvimento dos Açores e na minimização dos efeitos negativos da dispersão territorial. A outra evidência é que a importância dos transportes marítimos e aéreos na vida dos açorianos é incompatível com discussões centradas em questões de pormenores e de luta excessivamente partidária. Julgo e, como eu, devem sentir milhares de açorianos que desconhecem por completo a estratégia que os Açores possuem em matéria de transportes aéreos e marítimos. Há questões tão simples que o cidadão comum coloca mas que nas trocas de “galhardeardes” políticos ficam por responder. Questões como: Porque é que as companhias Lowscost não voam para os Açores? Porque é que quando um açoriano quer viajar do Pico para Lisboa paga o mesmo preço do outro que sai de São Miguel? Qual é o valor da compensação financeira que a TAP e a SATA recebem por cada passageiro transportado? É possível, perante a existência de compensação financeira diminuir o preço das viagens? É mais rentável ter partidas para o continente centradas somente nas ilhas principais? Os partidos de oposição só falam nos preços exorbitantes que se pagam nas viagens (que é verdade) e o governo responde que nunca se viajou tão barato nos Açores (que também é verdade), perdendo o enfoque sobre a necessidade para a existência de uma discussão esclarecida e estratégica sobre o tema. Como o cidadão fica pouco esclarecido não seria uma má ideia fazer circular um desdobrável (muito simples) a explicar aos cidadãos sobre a política dos transportes que os Açores possuem actualmente e as alternativas, com os respectivos custos e benefícios. Virando os oceanos, de facto, a questão dos transportes marítimos não tem corrido nada bem e face os vários episódios, acho que valeria a pena que a tutela marcasse uma consulta com o Professor Bambo para afugentar os maus olhares. Num registo mais sério, entendo que existem problemas de fundo nos transportes marítimos em que o governo regional não é alheio e a primeira atitude a fazer é admitir que houve falhas estruturais que devem ser corrigidas, garantido um serviço marítimos de passageiro eficaz e que funcione normalmente.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Cabo Verde, um percurso de esperança

Slow Ferry e o enguiço do Estado

A lei dos mais fortes...Conhecem um tal Abreu Freire?