If you can't fly then run, if you can't run then walk, if you can't walk then crawl, but whatever you do you have to keep moving forward.” Martin Luther King
domingo, 23 de agosto de 2009
Os transportes nos Açores....é melhor falar com o Bambo
Todos nós estamos de acordo que a questão dos transportes aéreos e marítimos assume uma importância vital no processo de desenvolvimento dos Açores e na minimização dos efeitos negativos da dispersão territorial. A outra evidência é que a importância dos transportes marítimos e aéreos na vida dos açorianos é incompatível com discussões centradas em questões de pormenores e de luta excessivamente partidária. Julgo e, como eu, devem sentir milhares de açorianos que desconhecem por completo a estratégia que os Açores possuem em matéria de transportes aéreos e marítimos. Há questões tão simples que o cidadão comum coloca mas que nas trocas de “galhardeardes” políticos ficam por responder. Questões como: Porque é que as companhias Lowscost não voam para os Açores? Porque é que quando um açoriano quer viajar do Pico para Lisboa paga o mesmo preço do outro que sai de São Miguel? Qual é o valor da compensação financeira que a TAP e a SATA recebem por cada passageiro transportado? É possível, perante a existência de compensação financeira diminuir o preço das viagens? É mais rentável ter partidas para o continente centradas somente nas ilhas principais? Os partidos de oposição só falam nos preços exorbitantes que se pagam nas viagens (que é verdade) e o governo responde que nunca se viajou tão barato nos Açores (que também é verdade), perdendo o enfoque sobre a necessidade para a existência de uma discussão esclarecida e estratégica sobre o tema. Como o cidadão fica pouco esclarecido não seria uma má ideia fazer circular um desdobrável (muito simples) a explicar aos cidadãos sobre a política dos transportes que os Açores possuem actualmente e as alternativas, com os respectivos custos e benefícios. Virando os oceanos, de facto, a questão dos transportes marítimos não tem corrido nada bem e face os vários episódios, acho que valeria a pena que a tutela marcasse uma consulta com o Professor Bambo para afugentar os maus olhares. Num registo mais sério, entendo que existem problemas de fundo nos transportes marítimos em que o governo regional não é alheio e a primeira atitude a fazer é admitir que houve falhas estruturais que devem ser corrigidas, garantido um serviço marítimos de passageiro eficaz e que funcione normalmente.
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