If you can't fly then run, if you can't run then walk, if you can't walk then crawl, but whatever you do you have to keep moving forward.” Martin Luther King
quinta-feira, 19 de março de 2009
Sata Low Cost
Há já algumas semanas que a transporta regional não está a distribuir jornais e revistas na classe económica. A medida, segundo o presidente da SATA, insere-se numa óptica de rentabilização de recursos e na melhoria da performance dos aviões ao nível das emissões de CO2. Para já, fica a nota de que é sempre de louvar os esforços que são concretizados no sentido de minimizar os efeitos negativos no nosso meio ambiente e a própria rentabilidade económica da empresa, até porque a SATA é de todos nós, contribuintes, pelo menos na teoria. No entanto, para um leigo na matéria e fazendo o meu papel de treinador de bancada, tenho dificuldades em perceber os custos e benefícios desta medida. Para começar, o jornal custa menos de 0,75 cêntimos, incomparavelmente mais barato do que a revista da SATA “ Azores Spirit” ou mesmo o catálogo da companhia, que deve custar uma pipa de massa. É questionável, tanto a nível económico como ambiental, a retirada dos jornais mas continuando essas duas publicações. Segundo, tenho a noção de que o preço do bilhete já incorpora o custo do jornal e, pela lógica, a não prestação desse serviço deveria ter reflexo no preço final da tarifa. Seria, com certeza, uma redução ridícula, mas é sempre confortável pagar menos. Numa altura em que se agudiza a crise em certos sectores, nomeadamente no seio dos órgãos de comunicação social, é sempre uma ajuda não desprezível a possibilidade de fazer circular os jornais, principalmente os regionais, a bordo dos aviões da SATA. Até por uma questão de estratégia de divulgação dos Açores, a continuidade de distribuição dos jornais é positiva, já que conseguem ser o pulsar da Região. A SATA disse ainda que está a estudar novas hipóteses, em particular a possibilidade de utilizar o conteúdo digital nos aviões. O mínimo que se poderia fazer era suspender o serviço de distribuição dos jornais mas apresentando de imediato outras alternativas, e a funcionar. Da minha parte, dispenso as famosas sandes da SATA em troca dos jornais. Vou ainda mais longe. Prefiro que me cobrem a ida a casa de banho nos aviões da SATA a que me tirem o jornal a bordo. A título de exemplo, a companhia Low Cost Ryanair está a estudar a possibilidade de cobrar 1,10 euros pelo uso dos lavabos a bordo e aqui fica um referencial para SATA em termos de preço a cobrar. A caminhar desta forma teremos uma nova companhia: SATA Low Cost. Eu não me importo, desde que o preço seja, também, Low Cost. Agora, o que não pode ser é pagar um tarifa insuportável e ter um serviço low cost e com fortes hipóteses de piorar. 2. A questão dos transportes parece que tem sido o calcanhar de Aquiles do Governo Regional. Os transportes marítimos são o que todos nós sabemos e na passada semana os Açores foram destaque no Expresso, pelas piores razões, tendo como base a hipótese de receber um navio cheio de defeitos. Nos transportes aéreos, o preço das tarifas todos sabem que é elevado e os operadores turísticos evidenciam-no como o maior obstáculo para o desejável desenvolvimento deste sector nos Açores. O certo é que a maioria das pessoas tem dificuldades em perceber as razões pelas quais pagamos um preço elevado nas viagens entre os Açores e o continente; mas também a maior parte das pessoas desconhece as razões pelas quais as companhias Low Cost não voam para a Região. Sabe-se que o equilíbrio regional condiciona muito as opções políticas nesta matéria e que houve um relativo progresso nesta questão, em comparação com algumas décadas atrás. No entanto, parece-me evidente que numa matéria central para o desenvolvimento dos Açores, como é o caso dos transportes, prevalece pouco debate e esclarecimento sobre os argumentos que suportam esta ou aquela decisão. Como o Governo não explica o suficiente e os partidos da oposição não exigem de forma eficiente as respostas, ficamos todos na dúvida.
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2 comentários:
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O autor deste artigo terá realmente uma noção de proporções, é que gasta milhares de caracteres e no fundo o que diz é que não se importa de gastar 2 euros para ir á casa de banho, que prefere que lhe seja cobrada a sandes por 10 € como é nas outras companhias, só para poupar 1€ no jornal que pode comprar no quiosque no aeroporto antes de entrar para o avião, e tem este senhor linhas para escrever??
Ainda por cima compara uma revista institucional , ao qual os custos nem sabe quem paga, no caso da Revista de Bordo a mesma não tem custos para a SATA, sabia?
que tal gastar a sua pseudo-vontade de ler para aprender e tentar informar-se antes de fazer comentários inadequados? A Revista da Sata além de promover os seus destinos, tem sido o orgulho da capacidade açoriana de elevar por cima, mas contudo os pobres de espirito estão sempre a contestar a elevação, e tentar reenvidicar a baixa qualidade como padrão.
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