Sata Low Cost

Há já algumas semanas que a transporta regional não está a distribuir jornais e revistas na classe económica. A medida, segundo o presidente da SATA, insere-se numa óptica de rentabilização de recursos e na melhoria da performance dos aviões ao nível das emissões de CO2. Para já, fica a nota de que é sempre de louvar os esforços que são concretizados no sentido de minimizar os efeitos negativos no nosso meio ambiente e a própria rentabilidade económica da empresa, até porque a SATA é de todos nós, contribuintes, pelo menos na teoria. No entanto, para um leigo na matéria e fazendo o meu papel de treinador de bancada, tenho dificuldades em perceber os custos e benefícios desta medida. Para começar, o jornal custa menos de 0,75 cêntimos, incomparavelmente mais barato do que a revista da SATA “ Azores Spirit” ou mesmo o catálogo da companhia, que deve custar uma pipa de massa. É questionável, tanto a nível económico como ambiental, a retirada dos jornais mas continuando essas duas publicações. Segundo, tenho a noção de que o preço do bilhete já incorpora o custo do jornal e, pela lógica, a não prestação desse serviço deveria ter reflexo no preço final da tarifa. Seria, com certeza, uma redução ridícula, mas é sempre confortável pagar menos. Numa altura em que se agudiza a crise em certos sectores, nomeadamente no seio dos órgãos de comunicação social, é sempre uma ajuda não desprezível a possibilidade de fazer circular os jornais, principalmente os regionais, a bordo dos aviões da SATA. Até por uma questão de estratégia de divulgação dos Açores, a continuidade de distribuição dos jornais é positiva, já que conseguem ser o pulsar da Região. A SATA disse ainda que está a estudar novas hipóteses, em particular a possibilidade de utilizar o conteúdo digital nos aviões. O mínimo que se poderia fazer era suspender o serviço de distribuição dos jornais mas apresentando de imediato outras alternativas, e a funcionar. Da minha parte, dispenso as famosas sandes da SATA em troca dos jornais. Vou ainda mais longe. Prefiro que me cobrem a ida a casa de banho nos aviões da SATA a que me tirem o jornal a bordo. A título de exemplo, a companhia Low Cost Ryanair está a estudar a possibilidade de cobrar 1,10 euros pelo uso dos lavabos a bordo e aqui fica um referencial para SATA em termos de preço a cobrar. A caminhar desta forma teremos uma nova companhia: SATA Low Cost. Eu não me importo, desde que o preço seja, também, Low Cost. Agora, o que não pode ser é pagar um tarifa insuportável e ter um serviço low cost e com fortes hipóteses de piorar. 2. A questão dos transportes parece que tem sido o calcanhar de Aquiles do Governo Regional. Os transportes marítimos são o que todos nós sabemos e na passada semana os Açores foram destaque no Expresso, pelas piores razões, tendo como base a hipótese de receber um navio cheio de defeitos. Nos transportes aéreos, o preço das tarifas todos sabem que é elevado e os operadores turísticos evidenciam-no como o maior obstáculo para o desejável desenvolvimento deste sector nos Açores. O certo é que a maioria das pessoas tem dificuldades em perceber as razões pelas quais pagamos um preço elevado nas viagens entre os Açores e o continente; mas também a maior parte das pessoas desconhece as razões pelas quais as companhias Low Cost não voam para a Região. Sabe-se que o equilíbrio regional condiciona muito as opções políticas nesta matéria e que houve um relativo progresso nesta questão, em comparação com algumas décadas atrás. No entanto, parece-me evidente que numa matéria central para o desenvolvimento dos Açores, como é o caso dos transportes, prevalece pouco debate e esclarecimento sobre os argumentos que suportam esta ou aquela decisão. Como o Governo não explica o suficiente e os partidos da oposição não exigem de forma eficiente as respostas, ficamos todos na dúvida.

Comentários

Anónimo disse…
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Anónimo disse…
O autor deste artigo terá realmente uma noção de proporções, é que gasta milhares de caracteres e no fundo o que diz é que não se importa de gastar 2 euros para ir á casa de banho, que prefere que lhe seja cobrada a sandes por 10 € como é nas outras companhias, só para poupar 1€ no jornal que pode comprar no quiosque no aeroporto antes de entrar para o avião, e tem este senhor linhas para escrever??
Ainda por cima compara uma revista institucional , ao qual os custos nem sabe quem paga, no caso da Revista de Bordo a mesma não tem custos para a SATA, sabia?
que tal gastar a sua pseudo-vontade de ler para aprender e tentar informar-se antes de fazer comentários inadequados? A Revista da Sata além de promover os seus destinos, tem sido o orgulho da capacidade açoriana de elevar por cima, mas contudo os pobres de espirito estão sempre a contestar a elevação, e tentar reenvidicar a baixa qualidade como padrão.

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