Condecorações em massa

As condecorações quando são feitas em massa geram sempre efeitos perversos. Por outras palavras e socorrendo de um ditado popular “ é um pau de dois bicos” O Presidente da República de cabo Verde Pedro Pires, entendeu distinguir, algumas associações e personalidades pelo trabalho meritório que desenvolvem em Portugal em prol da integração das comunidades cabo-verdianas e na criação de pontes culturais com o arquipélago. Sou um defensor do movimento associativo, enquanto, um meio privilegiado de trabalho junto das comunidades e o reconhecimento por parte das entidades oficiais é uma forma simpática de valorizá-lo.

No entanto, o risco que se corre nessas “ondas” de condecorações é sua banalização; tentar agradar os gregos e os troianos, colocando em causa a essência de uma distinção que, por definição, deveria ser um selo que distingue uns de outros, pela positiva, naturalmente.

Algumas associações e personalidades que irão ser condecoradas pelo Presidente Cabo-verdiana merecem inquestionavelmente essa mesma distinção. Outras que estão na lista são, pelo menos, discutíveis.

Como esta condecoração é feita quase que em massa, perde-se o brilho e ficamos a pensar “ qualquer um pode ser condecorado”. Não deveria ser assim, até porque algumas dessas pessoas e associações merecem muito mais que uma condecoração.

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